A mão é a parte do corpo humano que mais sofre lesões – 1 de cada 5 fraturas acontece aqui. A causa mais comum é o soco, ou a queda com a mão espalmada – pode ser de escada, bicicleta ou escorregando no chão. Mas a mão tem 29 ossos, então quais seriam então os 3 ossos mais fraturados?

De acordo com vários estudos em Ortopedia, o campeão de fraturas é o rádio distal. Segundo um estudo finlandês de 2011  estima-se que todo ano, a cada 10 mil habitantes, 10-30 pessoas terão fratura do rádio distal, o maior osso do punho (J. Epidemiology and seasonal variation of distal radius fractures in Oulu. Finland). Mais ainda, de acordo com a maior referência em Cirurgia de Mão, o Green’s Operative Hand Surgery (7th edition, Elsevier, 2017), isso representa 1 em cada 6 fraturas do corpo humano na urgência ortopédica, ou 30% das fraturas na mão.

Anatomia dos ossos da mão

O segundo lugar, com 19% das fraturas, fica com a falange proximal do 5º dedo (“mindinho”), enquanto o 3º lugar é o osso próximo a ele, o 5º metacarpiano, com 16% das fraturas. Eles estão bem próximos por um motivo: é a parte da mão que recebe o impacto durante um soco, motivo pelo qual chamamos a fratura do 5º metacarpiano de fratura do boxeador. 

Mapa estatístico das fraturas da mão

OK, essa estatística é na teoria; na prática, também? 

Sim! De fato, isso corresponde muito ao que eu vejo na vida real! Raramente eu termino um plantão de Ortopedia sem ver ao menos uma fratura do boxeador, ou do punho.

Mas existem ainda vários outros tipos, principalmente envolvendo as falanges distais (ponta dos dedos), que, se fossem um osso só, responderiam por 10% de todas as lesões na mão. Nesse caso, elas ocorrem por esmagamento, ou seja, contusão por uma pedra, um peso ou durante o trabalho (operação de máquinas).

Fraturas do punho podem deixar sequelas permanentes

Infelizmente, nesses casos (sobretudo acidentes ocupacionais), é muito comum a amputação, que pode ser corrigida pelo reimplante ou pela regularização do ferimento. Porém, mesmo quando não há amputação, muitas lesões representarão fratura exposta, lesão da unha ou ambos. E, nesses casos, a cirurgia é frequentemente necessária para reduzir o risco de sequelas e deformidades

E como funciona a recuperação dessas lesões? Para responder a essa pergunta, é preciso saber como funcionam as fraturas: a evolução natural do osso quebrado é que ele consolide (“cole”) naturalmente após alguns meses. Mas se o osso está desviado, ele “cola” na anatomia errada, causando sequelas de deformidade e dor.

Os 3 ossos que mais fraturam na mão são o rádio distal, a 5ª falange proximal e o 5º metacarpiano.

O objetivo do tratamento é impedir isso, colocando o osso na posição certa (redução), até que a consolidação restabeleça a anatomia original. A manutenção da posição correta da fratura pode ser conservadora (com gesso ou tala), ou por cirurgia, usando fios, placas ou parafusos. Fisioterapia é fundamental na recuperação.

Em geral, as fraturas da mão têm mais de um opção de síntese

Portanto, os 3 ossos que mais fraturam na mão são o rádio distal, a 5ª falange proximal e o 5º metacarpiano. Eles podem ser tratados com ou sem cirurgia, precisam de fisioterapia intensa, e estão muito associados a queda com a mão espalmada ou golpes de soco com a mão.

E aí, gostou dessas informações? Quer saber mais sobre fraturas e anatomia da mão, sobre quais são os ossos menos fraturados, ou quais os mais difíceis de operar? Pode perguntar nos comentários que eu respondo!

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