Poucas coisas incomodam tanto quanto uma unha encravada. Quem já teve sabe: é dor, inchaço e o dedo latejando à noite. E não é para menos, afinal, a ponta dos dedos é a parte mais sensível do corpo depois da língua. Assim, é mais do que esperado que a unha encravada seja bem dolorosa. 

Haveria alguma forma de evitá-la? Na maioria dos casos, sim! Mas vamos saber primeiro por que é que a unha encrava.

A unha encravada (onicocriptose) é quando a unha cresce por debaixo a pele. Na verdade, tecnicamente, é a pele que cresce sobre a unha, mas isso não muda o fato de que a unha, sendo suja, inocula bactérias nessa pele, propiciando um ambiente para infecção. Quando não há formação infecciosa, há edema e vermelhidão (hiperemia). No entanto, o abscesso local (paroníquia/panarício) é bem comum, causando formação de exsudato (pus) em volta da unha. Nos casos mais avançados, essa infecção pode se alastrar ao resto do dedo, causando febre e fraqueza. Por vezes, até uma cirurgia maior pode ser indicada. 

Unha encravada causa acúmulo de pus entre a pele e a unha

Felizmente, a evolução mais tranquila é a regra na grande maioria dos casos. Apenas uma pequena parte dos pacientes precisará de cirurgia. Mas qual é a causa disso?

A mais comum é o hábito de roer unhas. Além de péssimo para o esmalte dentário, essa atitude causa pequenos traumas no dedo, atrapalhando o crescimento normal da unha, o que permite que a pele cresça-lhe por cima, dando origem à infecção local. 

A ansiedade contemporânea tem grande influência nesse fenômeno, em cujo caso o acompanhamento com um terapeuta pode ajudar bastante. Outra engenhosa solução seria o uso de esmaltes de pimenta – uma ótima iniciativa de autogestão. Em todo caso, parar de roer unhas resolve a maioria dos problemas.

No entanto, há outras causas que geram unha encravada, tais como traumas sobre os dedos, sendo corte e esmagamento as formas mais comuns. Mordidas de animais ou até corpo estranho (ex: farpa de madeira) também são causas em potencial. Nos casos em que há infecção, pode ser necessária a drenagem de pus dos dedos, e uso de antibióticos e anti-inflamatórios. 

É bem comum o esmagamento causar unha encravada

Finalmente, uma causa incomum, mas nem por isso menos incômoda, é a deformidade congênita. Em algumas pessoas, os dedos podem nascer grudados (sindactilia), ou pode haver algum dedo extra (polidactilia), e, nesses casos, a unha costuma nascer “enterrada” sob a pele. Considerando que a unha continua crescendo normalmente, ela acaba furando a pele, propiciando uma porta de entrada para bactérias, e causando o mesmo problema de unha encravada, com dor, edema e pus.

Doenças congênitas como sindactilia fazem com que a unha cresça sob a pele,
inflamando o local

    Esses casos são um pouco mais complexos, e muitas vezes demandam cirurgia para tirar uma unha “extra”, ou abrir um espaço novo entre dedos grudados. Muitas vezes, exige-se mais de uma cirurgia. 

    Mas para a maioria das pessoas, o tratamento envolve termoterapia (compresssa ou água morna local), anti-inflamatórios, e, quando há persistência, drenagem do pus e antibióticos. É fundamental que não seja realizada nenhuma drenagem em casa, sob risco de piorar ainda mais a infecção (algo infelizmente comum). Pessoas que têm as unhas encravadas com frequência devem evitar unhas em gel e só fazer as unhas quando a inflamação estiver bem sarada.

    Portanto, a unha fica encravada pelo ato de roer unhas, por traumas e, mais raramente, por deformidades congênitas na mão.

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